Brasileiro deve gastar R$ 259 bilhões na internet em 2026: veja os itens mais comprados
Itens mais comprados na internet devem gerar R$ 259 bilhões em 2026, aponta análise da ABComm.
O crescimento do e-commerce brasileiro
O segmento de compras online no Brasil está projetado para atingir um faturamento de aproximadamente R$ 259,8 bilhões em 2026, conforme as previsões fornecidas pela ABComm. Essa expectativa indica um aumento significativo em relação ao ano anterior, com uma estimativa de cerca de 460 milhões de pedidos e quase 97 milhões de brasileiros adquirindo produtos pela internet. Destes, aproximadamente dois milhões são novos consumidores que estão começando a explorar o comércio digital apenas neste ano.
Mudanças no comportamento de compra
Um dado interessante a se destacar é o ticket médio das compras, que está em torno de R$ 562. Isso sugere que, apesar da percepção de que a internet é principalmente um local para compras de eletrônicos de alto valor ou televisores, a média dos pedidos realizados é bem mais acessível. Essa mudança indica que os brasileiros estão ajustando seu comportamento e suas escolhas de compra online para itens mais cotidianos.
Categorias em alta: Moda e Acessórios
Historicamente, o e-commerce era considerado um espaço para aquisições mais planejadas e valiosas, como eletrodomésticos e eletrônicos. Embora esses produtos continuem a gerar alta receita, a liderança em volume de pedidos agora pertence à categoria de Moda e Acessórios, representando cerca de 16,4% das transações totais. Outros segmentos de rápida movimentação, como beleza e alimentação, estão também em evidência, sendo adquiridos com frequência semanal, reforçando a ideia de que as compras online se tornaram um hábito em vez de um evento ocasional.
A ascensão de Beleza e Cosméticos
Dados recentes do NIQ|Ebit mostram que a categoria de Higiene e Beleza já representa 53,1% das compras de produtos de giro rápido, com um crescimento notável de 17,8%. Dentro desse segmento, a categoria de Beleza e Cosméticos aumentou 22% no último ano, com tickets médios variando entre R$ 120 e R$ 300. Um aspecto que chama a atenção é a recorrência nesses produtos; consumidores satisfeitos frequentemente retornam para fazer novas aquisições.
Entre os principais motivos para essa elevação nas vendas estão a popularização de ativos antes restritos a produtos de farmácia e uma tendência crescente para a maquiagem prática e fácil de aplicar. Produtos como o Sérum Hidratante Dove com Niacinamida e o Ruby Rose Stick Perfect exemplificam essa mudança, focando na conveniência e na acessibilidade.
Compras recorrentes: Itens de rotina
Uma parte significativa das compras online não é afetada por promoções, mas sim por necessidades básicas do dia a dia. Produtos relacionados à saúde, higiene e cuidado infantil têm se destacado, pois são itens previsíveis e cuja demanda leva os consumidores a buscarem opções mais baratas e práticas na internet.
Um exemplo são os lavadores nasais, como o Lavador Nasal Buba, projetados para aliviar desconfortos de saúde infantis. Embora não sejam produtos glamourosos, esse tipo de compra representa a realidade de muitos consumidores, que buscam formas de solucionar problemas diários através de plataformas digitais.
Casa e Decoração em destaque
O interesse por Casa e Decoração cresceu durante a pandemia, e esse aumento se consolidou, com a categoria se mantendo em altos níveis de vendas. A razão por trás desse fenômeno não é mais apenas o desejo de embelezar os lares, mas sim a busca por soluções de itens específicos que não são facilmente encontrados nas lojas físicas, como cortinas personalizadas para janelas de tamanhos não convencionais.
Com o advento de compras online, como no caso de cortinas de 4 metros, a acessibilidade a produtos únicos se torna uma vantagem competitiva para o comércio eletrônico, que agora atende a necessidades específicas dos clientes.
O impacto do ticket médio nas compras
O aumento do número de compradores online no Brasil é um reflexo de um cenário em transformação, onde o foco agora não está mais em compras volumosas. A experiência de compra online se volta para a resolução de pequenos problemas do cotidiano, gerando uma demanda por produtos de baixa frequência, mas de baixo custo.
Dessa maneira, os consumidores que anteriormente aguardavam por grandes promoções de eletrônicos estão agora mais propensos a realizar compras pequenas e frequentes que atendem a suas necessidades. Assim, a manutenção de um ticket médio estável na faixa de R$ 560 indica que o comércio eletrônico está se adaptando a essa nova realidade de consumo.
Marketplace: novas preferências do consumidor
A dinâmica de consumo está se transformando, e a popularidade de marketplaces está refletindo esse movimento. Além da Amazon, outras plataformas, como Temu, estão ganhando destaque, superando até mesmo gigantes tradicionais como a própria Amazon no Brasil. Isso promove uma diversidade maior de opções para os consumidores, especialmente com o crescimento das alternativas chinesas que entram no mercado local.
Os marketplaces não apenas ampliam a variedade de produtos, mas também oferecem preços mais competitivos, algo que se tem tornado um diferencial significativo para as compras online.
Tendências de consumo para 2026
À medida que se olha para 2026, as tendências de consumo se desenham em torno do aumento das compras diárias e da busca por produtos mais acessíveis. Categorias que antes eram sinônimo de produtos caros agora convivem em um ambiente onde a frequência de compra prevalece sobre o valor individual dos itens.
Além disso, com a popularização das compras online, o comportamento do consumidor tende a continuar nesse ritmo de adaptação e mudança, o que traz novas oportunidades para o mercado e para os varejistas que desejam se posicionar bem nesse cenário.
Perspectivas para o futuro do e-commerce
O futuro do e-commerce brasileiro parece promissor, com um aumento constante na participação dos consumidores nas compras online. A expectativa é de que a frequência de compras supere a expectativa de eventos promocionais isolados, oferecendo um panorama em que as demandas do dia a dia são priorizadas pelos consumidores. Essa nova configuração promete transformar o e-commerce, fazendo com que o setor se concentre cada vez mais em atender às necessidades cotidianas, criando um ambiente propício para o crescimento sustentável do mercado.


