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Procedimento de retirada de mamas de Angelina Jolie pode gerar polêmica, avalia especialista

Atriz fez mastectomia depois que os médicos avaliaram que ela teria 87% de chances de desenvolver câncer de mama.

15/05/2013

 

Para o ginecologista Dr. Domingos Mantelli há controvérsias porque é somente um risco aumentado e não a certeza de que a paciente vai ter o câncer. A incidência de câncer de mama é alta. Em cada 8 a 10 mulheres, uma desenvolverá a doença no decorrer da vida.

Essa possibilidade se torna mais marcante ainda, inclusive nos homens, em famílias portadoras de mutação dos genes BRCA1 e BRCA2, como ficou constatado no exame de avaliação genética feito por Angelina Jolie. Os médicos descobriram um defeito no gene chamado BRCA1.

A atriz de 37 anos se submeteu a um exame genético porque a mãe dela morreu aos 56 anos, vítima da doença. “Nem todos os familiares herdam a mutação genética. No entanto, as mulheres que herdam esse fator têm risco muito aumentado de desenvolver câncer de mama e/ou de ovário”, explica o Dr. Domingos.

No caso de Angelina havia 87% de chances dela desenvolver um câncer de mama e 50% de contrair um câncer de ovário. “Algumas características devem chamar a atenção sobre a presença desses genes deletérios que podem ser transmitidos pelos dois sexos. Em geral, o câncer familiar incide em pessoas jovens, às vezes com menos de 30 anos, o que é raro acontecer nas mulheres sem mutação. Além disso, pode manifestar-se nas duas mamas ao mesmo tempo ou com um pequeno intervalo entre uma e outra. Câncer de ovário nas mulheres da família e câncer de mama nos homens são outros fatos que devem chamar atenção sobre a presença da mutação”, acrescente o Dr. Domingos Mantelli.

O mapeamento cromossômico que permitiu identificar os genes com defeito é 100% por cento confiável na avaliação do especialista. Consiste num exame de sangue, feito geralmente pelo médico Oncogeneticista e permite saber se há alguma mutação cromossômica que predisponha ao câncer.

“Uma vez constatada a presença dos genes alterados BRCA1 e BRCA2 nos exames de “Detecção de Mutação Genética”, se a mulher estiver de acordo, a melhor indicação é a cirurgia profilática para a retirada das mamas e dos ovários, por volta dos 35, 40 anos, ou seja, depois que ela teve e amamentou os filhos. Antes disso, deve permanecer sob contínuo e intensivo acompanhamento médico e fazer exames específicos como mamografia a partir dos 25 anos e ressonância nuclear magnética. Este último possibilita a análise mais detalhada das mamas, o que facilita a localização de nódulos e o diagnóstico precoce”, afirma.

Angelina Jolie pagou três mil dólares pelo exame que existe no Brasil e também custa caro. Na avaliação dos médicos com a mastectomia ela viu as chances de desenvolver a doença caírem para apenas 5%. A atriz disse que a sua atitude deve servir de exemplo para as mulheres que convivem com o fantasma do câncer de mama. “Sendo uma celebridade, muitas pessoas passam a ficar mais interessadas no assunto que mexe com a feminilidade da mulher”, conclui o Dr. Domingos.

 


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