Brasil terá 600 mil novos casos de câncer em 2016

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A data de 04 de fevereiro lembra mundialmente o Dia Mundial do Câncer. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), só em 2016 a estimativa é de 600 mil casos novos da doença, resultado de fatores como o aumento da expectativa de vida, a urbanização e a globalização. E para os próximos anos, esses números são ainda mais alarmantes. Até 2020, haverá um aumento de 14% na incidência de câncer no Brasil, e dobrará nos dez anos seguintes.

Atualmente, o câncer é a segunda maior causa de morte no país, com 190 mil óbitos por ano. As diferenças socioculturais e econômicas afetam os tipos da doença conforme a região geográfica. O Rio Grande do Sul é o segundo estado brasileiro com maior incidência do câncer de mama. Em Porto Alegre são 125 novos casos em 100 mil mulheres a cada ano.

Segundo a Chefe do Serviço Médico de Mastologia e Coordenadora do Núcleo Mama Moinhos, Maira Caleffi, esse é um problema global que precisa de solução. “A data é um convite à reflexão e promoção de ações sobre o que podemos fazer para fortalecer a luta contra o câncer”, ressalta a Presidente Voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e membro eleito do conselho de administração da União Internacional de Controle do Câncer (UICC), em Genebra.

Esse alerta motivou a equipe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento a fazer uma estimativa de disponibilidade de oncologistas em cada região do país nos próximos quatro anos. O estudo inédito aponta que somente a região Centro-Oeste terá redução do número de especialistas em relação ao número de pacientes com câncer, diferente das outras regiões e até mesmo da taxa brasileira.

A pesquisa revela que o crescimento no número de especialistas na patologia acontecerá ​em virtude do aumento do número ​de vagas de residência médica, que vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil. Entretanto, a distribuição destes profissionais no território brasileiro não é uniforme, com maior concentração​ nas regiões sudeste e sul.

Para a médica oncologista, Alessandra Menezes Morelle, isso mostra a necessidade de um programa de vigilância da assistência oncológica em todas as regiões. “Essa elevação é um grave problema social, uma vez que exigirá maior infraestrutura hospitalar, tratamentos e, essencialmente, médicos especializados. A inquietude sobre o atendimento das demandas, relacionada às previsões de que o número de oncologistas será insuficiente ​em algumas regiões, é internacional”, destaca.

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